- Há 1 hora
sábado, 10 de novembro de 2018
sexta-feira, 9 de novembro de 2018
quarta-feira, 26 de setembro de 2018
Crise na Argentina cancela voos de Confins para Buenos Aires
Segundo a Azul, clientes reagendaram bilhetes sem custo adicional ou solicitaram reembolso da passagem
Flávia Ayer
postado em 25/09/2018 19:58 / atualizado em 25/09/2018 20:28
A crise econômica na Argentina, que levou à mudança do presidente do Banco
Central daquele país, trouxe impactos até para o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins. Por causa da greve geral no país, a Azul cancelou os voos AD8762 e AD8763, que fazem diariamente o trajeto entre BH e Buenos Aires e vice-versa.
De acordo com a Azul, os clientes afetados pela greve na Argentina tiveram que reagendar seus bilhetes sem cobrança extra ou solicitar o reembolso da passagem. Não foi informado sobre possível impacto em voos nos próximos dias.
Continua depois da publicidade
A pressão sob os portenhos culminou com a inesperada saída do presidente do Banco Central, Luis Caputo, em meio a uma greve geral, com o presidente argentino, Mauricio Magri, em viagem e quando o país discute com o FMI a ampliação de um empréstimo de US$ 50 bilhões. Caputo, que ocupava o cargo desde junho, anunciou sua renúncia, alegando "motivos pessoais". Macri está em Nova York para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas.
O vice-ministro da Economia, Guido Sandleris, foi nomeado para comandar a instituição financeira. A mudança na direção do banco levou a uma desvalorização de 2,15% da moeda rgentina, que terminou o dia cotada a 38,98 pesos por dólar. A terça-feira foi de pouco movimento, já que os funcionários de bancos privados participam da greve geral. Esta é a segunda paralisação desde o apoio financeiro do FMI, em junho, e a quarta desde que Macri assumiu, em dezembro de 2015.
Sem transporte público, com as estações de trem e entradas de metrô fechadas, e muitas lojas sem funcionar, os argentinos se movimentaram em seus carros, e alguns de bicicleta, pelas ruas de Buenos Aires. Os sindicatos também pararam o tráfego aéreo, os fretes terrestres, os bancos e a administração pública, incluindo escolas, hospitais e universidades. "O governo deve entender que os trabalhadores não vão pagar pela crise, porque não fomos nós que a geramos", disse a professora Erica Seiter.
NOVO PRESIDENTE
Guido Sandleris trabalhou para o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e conta com ampla trajetória acadêmica, além de passagem pelo FMI. "O principal objetivo do Banco Central é reduzir a inflação. Trabalharemos para recuperar a estabilidade e a previsibilidade dos preços que a economia argentina tanto necessita", afirmou o novo presidente do BC.
A inflação argentina acumula 24,3% em 2018, uma das mais altas do mundo. Para este ano, a inflação projetada está acima de 40%. Gabriel Torres, da agência de classificação de risco Moody's, considerou que a renúncia "abrupta" de Caputo "aumentará a volatilidade cambial no curto prazo" e que a Argentina precisa "da confirmação dos detalhes finais do novo acordo com o FMI" para acalmar os ânimos.
"Esperamos que nossa relação seja próxima e construtiva com o BC sob a liderança de Guido Sandleris", disse o porta-voz do FMI, Gerry Rice, que garantiu continuar "trabalhando intensamente com o objetivo de concluir as negociações em nível técnico em muito pouco tempo". Macri se reuniu na segunda-feira com investidores e jantou com a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde. (Com agências)
Tags #argentina #crise #voos
Segundo a Azul, clientes reagendaram bilhetes sem custo adicional ou solicitaram reembolso da passagem
Flávia Ayer
postado em 25/09/2018 19:58 / atualizado em 25/09/2018 20:28
A crise econômica na Argentina, que levou à mudança do presidente do Banco
Central daquele país, trouxe impactos até para o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins. Por causa da greve geral no país, a Azul cancelou os voos AD8762 e AD8763, que fazem diariamente o trajeto entre BH e Buenos Aires e vice-versa.
De acordo com a Azul, os clientes afetados pela greve na Argentina tiveram que reagendar seus bilhetes sem cobrança extra ou solicitar o reembolso da passagem. Não foi informado sobre possível impacto em voos nos próximos dias.
Continua depois da publicidade
A pressão sob os portenhos culminou com a inesperada saída do presidente do Banco Central, Luis Caputo, em meio a uma greve geral, com o presidente argentino, Mauricio Magri, em viagem e quando o país discute com o FMI a ampliação de um empréstimo de US$ 50 bilhões. Caputo, que ocupava o cargo desde junho, anunciou sua renúncia, alegando "motivos pessoais". Macri está em Nova York para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas.
O vice-ministro da Economia, Guido Sandleris, foi nomeado para comandar a instituição financeira. A mudança na direção do banco levou a uma desvalorização de 2,15% da moeda rgentina, que terminou o dia cotada a 38,98 pesos por dólar. A terça-feira foi de pouco movimento, já que os funcionários de bancos privados participam da greve geral. Esta é a segunda paralisação desde o apoio financeiro do FMI, em junho, e a quarta desde que Macri assumiu, em dezembro de 2015.
Sem transporte público, com as estações de trem e entradas de metrô fechadas, e muitas lojas sem funcionar, os argentinos se movimentaram em seus carros, e alguns de bicicleta, pelas ruas de Buenos Aires. Os sindicatos também pararam o tráfego aéreo, os fretes terrestres, os bancos e a administração pública, incluindo escolas, hospitais e universidades. "O governo deve entender que os trabalhadores não vão pagar pela crise, porque não fomos nós que a geramos", disse a professora Erica Seiter.
NOVO PRESIDENTE
Guido Sandleris trabalhou para o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e conta com ampla trajetória acadêmica, além de passagem pelo FMI. "O principal objetivo do Banco Central é reduzir a inflação. Trabalharemos para recuperar a estabilidade e a previsibilidade dos preços que a economia argentina tanto necessita", afirmou o novo presidente do BC.
A inflação argentina acumula 24,3% em 2018, uma das mais altas do mundo. Para este ano, a inflação projetada está acima de 40%. Gabriel Torres, da agência de classificação de risco Moody's, considerou que a renúncia "abrupta" de Caputo "aumentará a volatilidade cambial no curto prazo" e que a Argentina precisa "da confirmação dos detalhes finais do novo acordo com o FMI" para acalmar os ânimos.
"Esperamos que nossa relação seja próxima e construtiva com o BC sob a liderança de Guido Sandleris", disse o porta-voz do FMI, Gerry Rice, que garantiu continuar "trabalhando intensamente com o objetivo de concluir as negociações em nível técnico em muito pouco tempo". Macri se reuniu na segunda-feira com investidores e jantou com a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde. (Com agências)
Tags #argentina #crise #voos
sábado, 15 de outubro de 2016
Papa Francisco se reúne com o presidente da Argentina
Reunião durou quase uma hora.
Eles conversaram sobre 'o que acontece na Argentina e no mundo.'
Da France Presse
O papa Francisco recebeu neste sábado (15) no Vaticano, pela segunda vez, o presidente argentino Mauricio Macri, em uma reunião que durou quase uma hora e que transcorreu num clima amigável, segundo indicou o chefe de Estado argentino.
Ao contrário do que aconteceu há oito meses, quando os dois conversaram apenas vinte minutos, Francisco e Macri esta vez tiveram "uma longa conversa sobre o que acontece na Argentina e no mundo", que o presidente argentino classificou de "muito positiva".
Macri se encontra no Vaticano para acompanhar no domingo da canonização do religioso argentino José Gabriel del Rosario Brochero (1840-1914).
tópicos:
quinta-feira, 12 de maio de 2016
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
Macri retirou retrato de Lula da Casa Rosada
Mauricio Macri mandou retirar o retrato de Lula da Casa Rosada.
Diz O Globo:
"Por decisão da Secretaria-Geral da Presidência, foram retirados da Casa Rosada os retratos dos ex-presidentes argentino Néstor Kirchner (2003-2007) e venezuelano Hugo Chávez, ambos já falecidos.
Segundo informou o jornalista Santiago Fioritti, do Clarín, o governo Macri também mandou retirar uma caricatura de Kirchner sozinho e outra do ex-presidente abraçado a seu colega e amigo Luiz Inácio Lula da Silva".
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
Oposição surpreende e leva eleição argentina para 2º turno pela 1ª vez
Marcia Carmo
De Buenos Aires para a BBC Brasil
Após 12 anos de
governo, o kirchnerismo sofreu um inesperado revés nas urnas, no
domingo, com o candidato da oposição à Presidência argentina, Mauricio
Macri, da aliança Cambiemos ('Mudemos', em tradução livre), recebendo
mais votos do que o esperado e levando a eleição para um segundo turno
em novembro.
É a primeira vez que ocorre um segundo turno nas eleições presidenciais argentinas.A expectativa do governo era de que seu candidato, Daniel Scioli, da Frente para a Vitória (FPV), vencesse no primeiro turno. Além disso, pesquisas de opinião indicavam que Scioli poderia ter em torno de oito pontos percentuais de vantagem sobre Macri.
Na madrugada de segunda-feira, contudo, com 85,16% das urnas apuradas, Macri tinha 35,21% dos votos e Scioli, 35,94%. A eleição só teria evitado o segundo turno caso um dos candidatos tivesse atingido 45% dos votos ou 40% e uma diferença de 10% para o segundo colocado.
Os primeiros resultados oficiais foram divulgados à 0h (1h em Brasília), cerca de seis horas após o encerramento da votação. A divulgação tardia provocou fortes críticas contra o governo na imprensa local.
Inicialmente, a apuração dos votos mostrava Macri à frente de Scioli. Ao discursarem na noite de domingo, os candidatos já deram o tom da campanha que se estenderá até 22 de novembro, data do segundo turno.
Leia também: Argentinos votam no primeiro pleito sem um Kirchner em 12 anos
'Novo tempo'
Com um semblante sério e vestido de terno e gravata, Scioli fez um apelo aos indecisos e criticou Macri."Se dependesse de Macri, não teríamos a 'Asignación Universal por Hijo' (AUH, ajuda social para famílias carentes com filhos pequenos)", disse Scioli.
O candidato governista também defendeu medidas da gestão de Cristina Kirchner e voltou a alfinetar o opositor sobre a estatização da YPF.
No passado, Macri havia criticado a intervenção, mas nesta campanha afirmou que teria feito o mesmo.
Scioli disse ainda que os argentinos "não querem voltar aos tempos de ajustes e desvalorização" e sugeriu que, uma vez eleito, tais medidas não seriam aplicadas.
"Peço humildemente que continuem nos acompanhando", disse.
Como tem sido costumeiro em seus comícios, o candidato da oposição terminou dançando ao som de músicas populares. Ele pediu votos para os eleitores dos outros quatro candidatos opositores derrotados e não mencionou o nome de Scioli.
Macri agradeceu ao apoio de sindicalistas, movimentos sociais e outros partidos que integram a Cambiemos, além de citar os peronistas – que, mesmo divididos, podem definir uma eleição, de acordo com analistas.
Segundo assessores, Scioli, que é governador da província de Buenos Aires, e Macri, prefeito da cidade de Buenos Aires, são amigos de longa data, mas divergem na arena política.
Na noite de domingo, eles reforçaram que a campanha pelo segundo turno começou e promete ser tão acirrada quanto a do primeiro turno.
"Scioli assusta as pessoas sugerindo que elas podem perder os planos sociais (a AHU)", disse a jornalista Maria O’Donnell, do canal de TV 26.
Ex-atleta que teve o braço direito amputado após um acidente em uma competição de motonáutica, Scioli, que chegou a se encontrar com a presidente Dilma Rousseff, disse, durante a campanha, ter sido inspirado pelo papa: " O que defendemos é a cultura do encontro apoiada pelo papa Francisco".
Já o tom da campanha de Macri foi de que "a Argentina merece mais".
"O kirchnerismo, com sua política do medo, tentou nos convencer de que o que temos é suficiente. Mas somos capazes de mais, de muito mais", disse Macri.
Leia também: 'Já ouviu aquela do argentino?': por que nossos vizinhos são tema de piada na América Latina
'Derrota do kirchnerismo'
O pleito de domingo foi marcado pelo fracasso do kirchnerismo nos principais redutos eleitorais do país, como na província de Buenos Aires.
A candidata de Macri, Maria Eugenia Vidal, venceu o candidato de Cristina, Anibal Fernández, na província governada há oito anos por Scioli.
"Aconteça o que acontecer (no segundo turno presidencial) será um fim de ciclo (do kirchnerismo) na Argentina", disse a analista política Graciela Romer.
Mais cauteloso, o analista Roberto Bacman disse que "o certo é que o domingo foi marcado por surpresas".
Ver comentários
Assinar:
Postagens (Atom)

