quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Crise na Argentina cancela voos de Confins para Buenos Aires

Segundo a Azul, clientes reagendaram bilhetes sem custo adicional ou solicitaram reembolso da passagem
Flávia Ayer
postado em 25/09/2018 19:58 / atualizado em 25/09/2018 20:28

A crise econômica na Argentina, que levou à mudança do presidente do Banco 
Central daquele país, trouxe impactos até para o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins. Por causa da greve geral no país, a Azul cancelou os voos AD8762 e AD8763, que fazem diariamente o trajeto entre BH e Buenos Aires e vice-versa.


De acordo com a Azul, os clientes afetados pela greve na Argentina tiveram que reagendar seus bilhetes sem cobrança extra ou solicitar o reembolso da passagem. Não foi informado sobre possível impacto em voos nos próximos dias.
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A pressão sob os portenhos culminou com a inesperada saída do presidente do Banco Central, Luis Caputo, em meio a uma greve geral, com o presidente argentino, Mauricio Magri, em viagem e quando o país discute com o FMI a ampliação de um empréstimo de US$ 50 bilhões. Caputo, que ocupava o cargo desde junho, anunciou sua renúncia, alegando "motivos pessoais". Macri está em Nova York para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas.

O vice-ministro da Economia, Guido Sandleris, foi nomeado para comandar a instituição financeira. A mudança na direção do banco levou a uma desvalorização de 2,15% da moeda rgentina, que terminou o dia cotada a 38,98 pesos por dólar. A terça-feira foi de pouco movimento, já que os funcionários de bancos privados participam da greve geral. Esta é a segunda paralisação desde o apoio financeiro do FMI, em junho, e a quarta desde que Macri assumiu, em dezembro de 2015.

Sem transporte público, com as estações de trem e entradas de metrô fechadas, e muitas lojas sem funcionar, os argentinos se movimentaram em seus carros, e alguns de bicicleta, pelas ruas de Buenos Aires. Os sindicatos também pararam o tráfego aéreo, os fretes terrestres, os bancos e a administração pública, incluindo escolas, hospitais e universidades. "O governo deve entender que os trabalhadores não vão pagar pela crise, porque não fomos nós que a geramos", disse a professora Erica Seiter.

NOVO PRESIDENTE

Guido Sandleris trabalhou para o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e conta com ampla trajetória acadêmica, além de passagem pelo FMI. "O principal objetivo do Banco Central é reduzir a inflação. Trabalharemos para recuperar a estabilidade e a previsibilidade dos preços que a economia argentina tanto necessita", afirmou o novo presidente do BC.

A inflação argentina acumula 24,3% em 2018, uma das mais altas do mundo. Para este ano, a inflação projetada está acima de 40%. Gabriel Torres, da agência de classificação de risco Moody's, considerou que a renúncia "abrupta" de Caputo "aumentará a volatilidade cambial no curto prazo" e que a Argentina precisa "da confirmação dos detalhes finais do novo acordo com o FMI" para acalmar os ânimos.

"Esperamos que nossa relação seja próxima e construtiva com o BC sob a liderança de Guido Sandleris", disse o porta-voz do FMI, Gerry Rice, que garantiu continuar "trabalhando intensamente com o objetivo de concluir as negociações em nível técnico em muito pouco tempo". Macri se reuniu na segunda-feira com investidores e jantou com a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde. (Com agências)
Tags #argentina  #crise  #voos

sábado, 15 de outubro de 2016

Papa Francisco se reúne com o presidente da Argentina


Reunião durou quase uma hora.
Eles conversaram sobre 'o que acontece na Argentina e no mundo.'

Da France Presse
Papa Francisco com o presidente da Argentina, Mauricio Macri, e sua família (Foto:  Osservatore Romano/ AFP)Papa Francisco com o presidente da Argentina, Mauricio Macri, e sua família (Foto: Osservatore Romano/ AFP)













O papa Francisco recebeu neste sábado (15) no Vaticano, pela segunda vez, o presidente argentino Mauricio Macri, em uma reunião que durou quase uma hora e que transcorreu num clima amigável, segundo indicou o chefe de Estado argentino.
Ao contrário do que aconteceu há oito meses, quando os dois conversaram apenas vinte minutos, Francisco e Macri esta vez tiveram "uma longa conversa sobre o que acontece na Argentina e no mundo", que o presidente argentino classificou de "muito positiva".
Macri se encontra no Vaticano para acompanhar no domingo da canonização do religioso argentino José Gabriel del Rosario Brochero (1840-1914).

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Site da FM America 100.9 no Painel da 

Parceria: Fundação Portal do Pantanal/
Painel do Coronel Paim






quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Macri retirou retrato de Lula da Casa Rosada

Mauricio Macri mandou retirar o retrato de Lula da Casa Rosada.
Diz O Globo:
"Por decisão da Secretaria-Geral da Presidência, foram retirados da Casa Rosada os retratos dos ex-presidentes argentino Néstor Kirchner (2003-2007) e venezuelano Hugo Chávez, ambos já falecidos.
Segundo informou o jornalista Santiago Fioritti, do Clarín, o governo Macri também mandou retirar uma caricatura de Kirchner sozinho e outra do ex-presidente abraçado a seu colega e amigo Luiz Inácio Lula da Silva".


segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Oposição surpreende e leva eleição argentina para 2º turno pela 1ª vez

  • Há 1 hora
Image copyright AFP
Image caption Candidato do governo, Daniel Scioli (à esq.) disputará segundo turno de eleições presidenciais argentinas com Mauricio Macri, da oposição
Após 12 anos de governo, o kirchnerismo sofreu um inesperado revés nas urnas, no domingo, com o candidato da oposição à Presidência argentina, Mauricio Macri, da aliança Cambiemos ('Mudemos', em tradução livre), recebendo mais votos do que o esperado e levando a eleição para um segundo turno em novembro.
É a primeira vez que ocorre um segundo turno nas eleições presidenciais argentinas.
A expectativa do governo era de que seu candidato, Daniel Scioli, da Frente para a Vitória (FPV), vencesse no primeiro turno. Além disso, pesquisas de opinião indicavam que Scioli poderia ter em torno de oito pontos percentuais de vantagem sobre Macri.
Na madrugada de segunda-feira, contudo, com 85,16% das urnas apuradas, Macri tinha 35,21% dos votos e Scioli, 35,94%. A eleição só teria evitado o segundo turno caso um dos candidatos tivesse atingido 45% dos votos ou 40% e uma diferença de 10% para o segundo colocado.
Os primeiros resultados oficiais foram divulgados à 0h (1h em Brasília), cerca de seis horas após o encerramento da votação. A divulgação tardia provocou fortes críticas contra o governo na imprensa local.
Inicialmente, a apuração dos votos mostrava Macri à frente de Scioli. Ao discursarem na noite de domingo, os candidatos já deram o tom da campanha que se estenderá até 22 de novembro, data do segundo turno.
Leia também: Argentinos votam no primeiro pleito sem um Kirchner em 12 anos

'Novo tempo'

Com um semblante sério e vestido de terno e gravata, Scioli fez um apelo aos indecisos e criticou Macri.
"Se dependesse de Macri, não teríamos a 'Asignación Universal por Hijo' (AUH, ajuda social para famílias carentes com filhos pequenos)", disse Scioli.
O candidato governista também defendeu medidas da gestão de Cristina Kirchner e voltou a alfinetar o opositor sobre a estatização da YPF.
No passado, Macri havia criticado a intervenção, mas nesta campanha afirmou que teria feito o mesmo.
Scioli disse ainda que os argentinos "não querem voltar aos tempos de ajustes e desvalorização" e sugeriu que, uma vez eleito, tais medidas não seriam aplicadas.
"Peço humildemente que continuem nos acompanhando", disse.
Image copyright Reuters
Image caption Mauricio Macri, da oposição, comemorou ida ao segundo turno
Em clima de festa, Macri, de calça comprida e camisa esporte, sem gravata, disse que "começou um novo tempo no país".
Como tem sido costumeiro em seus comícios, o candidato da oposição terminou dançando ao som de músicas populares. Ele pediu votos para os eleitores dos outros quatro candidatos opositores derrotados e não mencionou o nome de Scioli.
Macri agradeceu ao apoio de sindicalistas, movimentos sociais e outros partidos que integram a Cambiemos, além de citar os peronistas – que, mesmo divididos, podem definir uma eleição, de acordo com analistas.
Segundo assessores, Scioli, que é governador da província de Buenos Aires, e Macri, prefeito da cidade de Buenos Aires, são amigos de longa data, mas divergem na arena política.
Na noite de domingo, eles reforçaram que a campanha pelo segundo turno começou e promete ser tão acirrada quanto a do primeiro turno.
"Scioli assusta as pessoas sugerindo que elas podem perder os planos sociais (a AHU)", disse a jornalista Maria O’Donnell, do canal de TV 26.
Ex-atleta que teve o braço direito amputado após um acidente em uma competição de motonáutica, Scioli, que chegou a se encontrar com a presidente Dilma Rousseff, disse, durante a campanha, ter sido inspirado pelo papa: " O que defendemos é a cultura do encontro apoiada pelo papa Francisco".
Já o tom da campanha de Macri foi de que "a Argentina merece mais".
"O kirchnerismo, com sua política do medo, tentou nos convencer de que o que temos é suficiente. Mas somos capazes de mais, de muito mais", disse Macri.
Leia também: 'Já ouviu aquela do argentino?': por que nossos vizinhos são tema de piada na América Latina

'Derrota do kirchnerismo'

Image copyright Reuters
Image caption Kirchnerismo saiu derrotado nos principais redutos eleitorais da Argentina
O pleito também escolheu deputados nacionais, parlamentares para o Mercosul e governadores de onze províncias.
O pleito de domingo foi marcado pelo fracasso do kirchnerismo nos principais redutos eleitorais do país, como na província de Buenos Aires.
A candidata de Macri, Maria Eugenia Vidal, venceu o candidato de Cristina, Anibal Fernández, na província governada há oito anos por Scioli.
"Aconteça o que acontecer (no segundo turno presidencial) será um fim de ciclo (do kirchnerismo) na Argentina", disse a analista política Graciela Romer.
Mais cauteloso, o analista Roberto Bacman disse que "o certo é que o domingo foi marcado por surpresas".

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