domingo, 5 de fevereiro de 2012


Insatisfação com o México mostra o que Brasil pensa sobre globalização, diz FT


Segundo o jornal britânico Financial Times, a possível interrupção do acordo feita pelo governo brasileiro é um "choque" contra montadoras exportadoras no México

Pedro Zambarda
A atitude de cada um dos dois países mostra um pouco de suas ideias diferentes de gloablização e de comércio mundial, diz FT
A atitude de cada um dos dois países mostra um pouco de suas ideias diferentes de gloablização e de comércio mundial, diz FT (Vanderlei Almeida/AFP)
Logotipo Exame.com A possível interrupção do acordo automotivo feito há dez anos entre o Brasil e o México representa um "choque enorme" para os exportadores mexicanos, afirma nesta sexta-feira o blog beyondbrics jornal Financial Times. De acordo com o texto de Adam Thomson, a atitude de cada um dos dois países mostra um pouco de suas ideias diferentes de globalização e de comércio mundial.

Segundo o FT, o México é uma "economia muito aberta". O Brasil, ao contrário, não hesitou em aumentar a tarifa sobre veículos do exterior em 30 pontos, para o atual patamar 35%, tentando proteger sua própria indústria. Por essas diferenças, o Financial Times afirma que o México não vai encarar a mudança com "ânimo leve".
De acordo um funcionário do Ministério da Economia mexicano citado na reportagem, se a medida tomada pelo governo brasileiro for para frente, ela é "muito preocupante". A atitude do Brasil ocorre porque as importações de carros mexicanos geraram um déficit comercial no setor de mais de 1,6 bilhão de dólares.

No entanto, de acordo com o FT, o México não fez nada para defender sua economia quando tinha um déficit no começo do acordo. Diferente dessa atitude, o país teve investimentos multibilionários de montadoras após a crise de 2009, o que transformou o mercado mexicano em um dos mais eficientes do mundo, diz o jornal.

Por isso, para o FT, "não há dúvidas" de que as exportações mexicanas se tornaram mais competitivas para o Brasil desde o ressurgimento da economia do país depois da crise mundial. Montadoras no México como Nissan, Ford, Fiat e Volkswagen exportam para todo o mercado brasileiro. Essas empresas seriam as maiores lesadas com um fim do acordo entre os países.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Pérolas da minha Infância



Todo esta como era entonces/ la casa, la calle, el río...?

a que poema corresponde y quien es el autor?
  • hace 5 años
Jorge L by Jorge L 
Mejor respuesta - elegida por los votantes
El poema se llama "La vuelta al Hogar" el autor es Olegario Víctor Andrade, poeta nacido en Gualeguaychú- Entre Ríos- en 1839.

Fuente (s):

O. V. Andrade- Obra Poética- Editorial Confluencia. 1998. Con prólogo de Pedro Luis Barcia




Todo está como era entonces:
La casa, la calle, el río,
Los árboles con sus hojas
Y las ramas con sus nidos.



Todo está, nada ha cambiado,
El horizonte es el mismo;
Lo que dicen esas brisas
Ya, otras veces, me lo han dicho.



Ondas, aves y murmullos
Son mis viejos conocidos,
Confidentes del secreto
De mis primeros suspiros.



Bajo aquel sauce que moja
Su cabellera en el río,
Largas horas he pasado
A solas con mis delirios.



Las hojas de esas achiras
Eran el tosco abanico,
Que refrescaba mi frente
Y humedecía mis rizos.



Un viejo tronco de ceibo
Me daba sombra y abrigo
Un ceibo que desgajaron
Los huracanes de estío.



Piadosa una enredadera
De perfumados racimos
Lo adornaba con sus flores
De pétalos amarillos.



El ceibo estaba orgulloso
Con su brillante atavío,
Era un collar de topacios
Ceñido al cuello de un indio.



Todos, aquí, me confiaban
Sus penas y sus delirios:
Con sus suspiros las hojas
Con sus murmullos el río.



¡Qué triste estaba la tarde
La última que nos vimos!
Tan solo cantaba un ave
En el ramaje florido.



Era un zorzal que entonaba
Sus más dulcísimos himnos,
¡Pobre zorzal que venía
A despedir a un amigo!



Era el cantor de las selvas,
La imagen de mi destino,
Viajero de los espacios,
Siempre amante y fugitivo.



¡Adiós! parecían decirme
Sus melancólicos trinos;
¡Adiós, hermano en los sueños,
Adiós, inocente niño!



Yo estaba triste, muy triste,
El cielo oscuro y sombrío;
Los juncos y las achiras
Se quejaban al oírlo.



Han pasado muchos años
Desde aquel día tristísimo;
Muchos sauces han tronchado
Los huracanes bravíos.



Hoy vuelve el niño, hecho hombre,
No ya contento y tranquilo,
Con arrugas en la frente
Y el cabello emblanquecido.



Aquella alma limpia y pura
Como un raudal cristalino
Es una tumba que tiene
La lobreguez del abismo.



Aquel corazón tan noble,
Tan ardoroso y altivo
Que hallaba el mundo pequeño
A sus gigantes designios;



Es hoy un hueco poblado
De sombras que no hacen ruido
Sombras de sueños dispersos,
Como neblina de estío.



¡Ah! Todo está como entonces,
Los sauces, el cielo, el río,
Las olas, hojas de plata
Del árbol del infinito;



Sólo el niño se ha vuelto hombre,
¡Y el hombre tanto ha sufrido
Que apenas trae en el alma,
La soledad del vacío!
  • hace 5 años

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Na Argentina, Cristina Kirchner vai ser operada de câncer na tireoide (Postado por Lucas Pinheiro)

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, vai ser operada nesta quarta-feira (4) em Pilar, a 50 km ao norte de Buenos Aires, do câncer de tireoide recentemente descoberto.

Kirchner foi internada no hospital privado Austral, onde, desde a noite de terça, centenas de pessoas fizeram uma vigília em seu apoio.

Vários cartazes desejavam "força" para Cristina.

Um forte esquema de segurança cercou o hospital.

Kirchner passou a terça-feira descansando em Buenos Aires, após ter passado o Ano Novo em El Calafate com seyus filhos Máximo, de 32 anos, e Florencia, de 24, e outros parentes.

O câncer foi publicamente anunciado em 27 de dezembrio.

"Foi detectada a existência de um carcinoma papilar no lobo direito da glândula da tireoide", disse o porta-voz presidencial Alfredo Scoccimarro. Ele acrescentou que "se constatou a ausência de compromissos nos gânglios linfáticos e a inexistência de metástase", o que significa que ele não se espalhou.

A intervenção cirúrgica requer 72 horas de internação e 20 dias de recuperação.

A presidente vai ficar licenciada 20 dias, até 24 de janeiro, período em que vai exercer a Presidência o vice Amado Boudou, completou o porta-voz.

A operação será realizada pelo doutor Pedro Saco, chefe do departamento de Cirurgia do Hospital Austral e do Serviço de Cabeça e Colo do Instituto de Oncologia 'Dr. Angel H. Roffo', da Universidade de Buenos Aires.

"Se for tudo assim como o comunicado oficial, não deve ter outro problema. A doença está localizada", disse o oncologista Mario Bruno ao canal de televisão TN.

Cristina, 58 anos, vinha sofrendo de quadros de hipotensão, que a obrigavam a suspender, por breves períodos, as atividades oficiais. A última crise ocorreu no dia 11 de outubro passado, 12 dias antes das eleições presidenciais.

Em abril passado, Kirchner ficou 48 horas de repouso pelo mesmo problema, e precisou adiar uma visita oficial ao México.

Cristina foi reeleita em outubro com 54% dos votos para um segundo mandato.

Seu marido e antecessor, Néstor Kirchner, morreu no dia 27 de outubro de 2010, aos 60 anos, vítima de um ataque cardíaco.

O diagnóstico do tumor atraiu a solidariedade do país onde Eva Perón, esposa do ex-líder Juan Perón e conhecida como Evita, é reverenciada décadas após morrer de câncer, aos 33 anos. Assim como Evita, Cristina é amada pelos seus esforços para ajudar os pobres da Argentina.

Mas, apesar de ser muito popular entre os argentinos que se beneficiam de generosos benefícios sociais, a presidente 'e criticada por muitos empresários que acreditam que suas intervenções na economia afastam investimentos.

Cristina é a quinta mandatária da América Latina a ser diagnosticada com câncer nos últimos anos.

sábado, 24 de dezembro de 2011


Papel de imprensa agora é de interesse público na Argentina

Senado argentino transformou em lei o projeto que declara de interesse público a produção, comercialização e distribuição de papel para a imprensa. Aprovada com 41 votos contra 26, a nova lei quer assegurar a democratização do processo produtivo da pasta de celulose de papel e o acesso a ela para qualquer meio de comunicação escrito do país, grande ou pequeno, em igualdade de condições.

Após um ano e meio de debate, o Senado argentino transformou em lei o projeto que declara de interesse público a produção, comercialização e distribuição de papel para a imprensa. Aprovada com 41 votos contra 26, a nova lei quer assegurar a democratização do processo produtivo da pasta de celulose de papel e o acesso a ela para qualquer meio de comunicação escrito do país, grande ou pequeno, em igualdade de condições.

A nova legislação indica que a Papel Prensa, única fábrica de papel para jornais que existe na Argentina, deverá vender o produto para todos ao mesmo preço e garantir o acesso a todos os meios de comunicação impressos da Argentina. Um de seus artigos estabelece que a empresa “deverá operar a pleno sua capacidade de produção para atender a demanda interna de papel e apresentar a cada três anos um plano de investimentos para satisfazer a demanda interna por papel para impressão de jornais”. Caso contrário, o Estado intervirá e elevará sua participação na empresa.

A fiscalização do cumprimento da lei estará nas mãos de uma comissão bicameral de acompanhamento da fabricação, comercialização e distribuição da pasta de celulose e papel, integrada por 8 senadores e 8 deputados de diferentes blocos parlamentares. O Ministério da Economia será a autoridade de aplicação da normal e terá a tarefa de controlar o marco regulatório, contando com o assessoramento de uma Comissão Federal Assessora, integrada por um representante dos jornais de cada província, um das entidades consumidoras e 3 dos trabalhadores.

Essa lei é um triunfo do governo em uma das principais batalhas do kirchnerismo contra o monopólio comunicacional existente hoje na Argentina. Segundo o senador Aníbal Fernández, do total produzida pela empresa Papel Prensa, o Clarín e o La Nación utilizam 71% para atender suas necessidades e os 29% restantes se distribuem entre 168 outras publicações que pagavam até então um preço 15% maior pelo papel.

A história do Papel Prensa é complexa. Investigações afirmam que o grupo Clarín, por meio de seu diretor Héctor Magnetto, teria pressionado os antigos donos da empresa com o objetivo de conseguir um preço menor para o papel. Esta operação teria ocorrido durante a última ditadura militar.

Desde 2010, uma ação judicial investiga os supostos crimes contra a humanidade cometidos durante a aquisição das ações da empresa por parte do grupo Clarín. Esse caso é considerado como uma história de cumplicidade entre os grupos econômicos argentinos com a ditadura militar.

Hoje, o Grupo Clarín produz e comercializa vários canais de televisão aberta e por assinatura. Além disso, possui dezenas de empresas como editoras, emissoras de rádios, produtoras, provedores de internet, telecomunicações, gráficas, correio tradicional e serviços de terceirização.

O vice-presidente argentino, Amado Boudou, sustentou que Clarín e La Nación estão fazendo um feroz ataque editorial contra a liberdade de acesso ao papel para todos os meios e, em última instância, contra a democracia. Para Boudou, esta lei “vai melhorar a qualidade da democracia, do jornalismo e vai contribuir para que haja mais vozes na imprensa escrita”. Essas empresas, por sua vez, atribuem ao projeto do governo a uma ofensiva contra os meios de comunicação contrários ao kirchnerismo.

O senador Fernández assinalou que o projeto do governo procura evitar a “concentração econômica”. Esse fato, indicou, tem consequências sérias na sociedade e, por isso, é imperioso que isso seja contido e ordenado por um Estado regulador participativo. Além disso, afirmou que na situação atual, “castiga-se o consumidor final e há um abuso da posição dominante”.

A presidenta da Comissão de Meios e Liberdade de Expressão do Senado, Liliana Fellner, assinalou que esta lei assegura a democracia e contem medidas vinculadas ao direito à liberdade de expressão e à pluralidade de vozes. Ela garante a todos os veículos de imprensa condições de igualdade em matéria de preços e quantidade, e o acesso ao insumo básico de que necessitam para produzir um jornal.

Os integrantes de Diarios y Periódicos de la República Argentina (DYPRA), destacaram a importância da sanção da lei que regula a produção de papel, que “estabelece igualdade e justiça após mais de 34 anos de manejo discricionário no fornecimento do insumo”. “Durante anos os editores de todo o país que não estavam enquadrados dentro dos moldes estabelecidos por Papel Prensa S.A, peticionaram incansavelmente a diferentes governos e à própria fábrica de papel para que esta garantisse o acesso a esse insumo vital”, assinala o comunicado da entidade.

Tradução: Katarina Peixoto

domingo, 11 de dezembro de 2011

Cristina Kirchner toma posse para segundo mandato na Argentina (Postado por Lucas Pinheiro)

A presidente argentina, Cristina Kirchner, tomou posse neste sábado (10) para o segundo mandato, até 2015, durante uma cerimônia no Congresso Nacional.

Ao prestar juramento, a presidente argentina recordou o falecido marido e antecessor, Néstor Kirchner (2003-2007), com a frase "Que Deus, a pátria e ele me demandem", caso não cumpra as expectativas do mandato.

A presidente, de 58 anos, vestida de luto rigoroso mais de um ano depois da morte de Néstor Kirchner, recebeu a faixa presidencial das mãos da filha Florencia, em meio aos gritos e aplausos dos congressistas e partidários presentes no Congresso.

Os presidentes do Uruguai, José Mujica, e do Paraguai, Fernando Lugo, chegaram neste sábado à capital argentina, onde já estavam seus pares do Brasil, Dilma Rousseff, e da Bolívia, Evo Morales, para a cerimônia de posse.

Cristina Kirchner citou em seu discurso ter visto uma foto da presidente brasileira Dilma Rousseff presa durante a ditadura militar no Brasil. Ela destacou que hoje, Dilma que há três décadas estava presa, está sentada na cadeira presidencial de um dos países mais importantes do mundo.

Os presidentes de Venezuela, Hugo Chávez; Colômbia, Juan Manuel Santos; Peru, Ollanta Humala; e Equador, Rafael Correa; cancelaram por diferentes motivos suas viagens.

Kirchner, de 58 anos, inicia o mandato com a popularidade em alta, depois de reeleita para mais quatro anos com 54,11% dos votos, no dia 23 de outubro passado.

Um forte esquema de segurança foi montado em torno do Congresso Nacional e das ruas que o separam da histórica Plaza de Mayo, trajeto que a presidente percorrerá de carro, depois da cerimônia.


sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Argentina terá sua primeira escola de samba em 2012 (Postado por Erick Oliveira)

A Argentina terá a sua primeira escola de samba em 2012. A agremiação fundada e formada por argentinos vai desfilar na cidade de San Luis, na região central do país. De uns anos para cá também aumentou o número de sambistas do Rio de Janeiro que cruzam as fronteiras para mostrar o nosso carnaval.
A porta-bandeira Lucinha Nobre, da Portela, avisa antes de embarcar:

“Eu vou na companhia e explico, gente esta é a bandeira da Portela, pelo amor de Deus. Eu abro, mostro e rezo para dar tudo certo”, falou.
Todo ano, depois de encantar o sambódromo, Lucinha e o mestre-sala Rogerinho embarcam para Europa e passam por Suíça, França, Polônia e Alemanha. Todos esses países já viram de perto nosso carnaval. “A gente faz vários eventos que já estão no calendário internacional. Este ano eu fui quatro vezes para Europa, o Rogério também. Chamou a gente está indo”, completou ela.
Nos Estados Unidos, o gingado que encanta é o de Carlinhos do Pandeiro. Ele ganhou fama cedo na Mangueira e decidiu viajar. Parou nos Estados Unidos, onde faz shows, compõe trilhas sonoras e dá aulas de percussão. Este ano ele recebeu o National Heritage Fellow, um reconhecimento do governo americano pela sua arte.
Sambista lavrador
Aos 70 anos, o sambista diz ter uma missão. “Eu me considero um lavrador, porque saio semeando a semente da música popular brasileira pelo mundo”, completou Carlinhos.
A arte de transformar um amontoado de ferro em alegorias, contando uma história, é brasileira. E já há alguns anos, um projeto ensina as técnicas do carnaval carioca para os nosso vizinhos da Argentina.
Há três anos, ônibus saem do Rio levando mil integrantes de escolas de samba para San Luis, no centro-oeste argentino. São exibições e aulas, de como montar uma fantasia, uma alegoria e como tocar.
“Enquanto a gente está tocando, eles ficam olhando e prestam muito atenção, aí quando a gente vai ver eles já estão querendo pegar os instrumentos para tocar junto com a gente”, falou um sambista.
A música também passa por uma pequena adaptação. Muitos desses professores nunca haviam saído do Rio e no final, a gente fica sem saber se eles mais ensinam ou aprendem: “Você está saindo daqui, do teu país, do Brasil para representá-lo lá fora, para dar aula e vê o trabalho dando certo, você fica até emocionado com isso”, falou um integrante da bateria.